| COMUNICADO
DA DIRETORIA | Nº
55 |
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12
de agosto de 2010
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MINISTÉRIO
PÚBLICO APURA TENTATIVA DE INVASÃO DE ATRIBUIÇÕES
NA SEF/MG
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MP
vê indícios de ilegalidade e imoralidade administrativa
e instaura inquérito
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Ao enxergar indícios de ilegalidade e imoralidade administrativa, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais, por meio do promotor de Justiça Leonardo Duque Barbabela, instaurou, no dia 4 de agosto, Inquérito Civil Público, em despacho (ID:1516715) à Representação do SINDIFISCO-MG contra a tentativa de invasão de atribuições privativas, próprias e originárias dos Auditores Fiscais da Receita Estadual pelos gestores fazendários.
A instauração do inquérito objetiva a apuração dos fatos, em “atuação preventiva por parte do Ministério Público no exercício de seu múnus institucional de zelar pelo respeito dos Poderes Públicos aos direitos constitucionais assegurados a todos os cidadãos (art.129, II da CF), notadamente o direito de todos aqueles que quiserem ingressar em determinado cargo público segundo os princípios da igualdade e democracia, o que se dará exclusivamente através da aprovação no devido concurso público de provas ou provas e títulos”.
Em seu despacho, o promotor de Justiça reconhece os princípios da moralidade administrativa e do concurso público, observando que o chamado “provimento derivado” de cargo público é “prática banida do ordenamento jurídico pátrio pela vigente Constituição Federal, que instituiu, como única forma de assegurar a todos os brasileiros, de forma isonômica e democrática, a investidura em cargo ou emprego público efetivo mediante prévia aprovação em concurso público de provas ou provas e títulos (art. 37, I e II da CF)”. Cita, ainda, que “instruindo a representação, vieram diversos documentos, incluindo parecer exarado pelo ilustre Administrativo Pátrio, Celso Antônio Bandeira de Mello”.
O despacho do Ministério Público é mais um importante passo na nossa luta contra a tentativa de invasão de atribuições na SEF/MG. O promotor Leonardo Barbabela, reconhecido no meio jurídico por seu histórico de independência de luta, acolheu a representação do Sindicato, se inteirou de seu teor e, após identificar indícios iminentes e plausibilidade de malferimento ao princípio da obrigatoriedade do concurso público, além de prejuízo à moralidade administrativa, determinou o processamento do inquérito. O encaminhamento dado à questão pelo MP é uma confirmação de que a reação do Sindicato à tentativa de invasão de atribuições está apoiada em uma defesa técnica, amparada não apenas no discurso político, mas fundamentada também no discurso jurídico.
O despacho é ainda mais significativo porque vem de um órgão independente, estranho aos interesses corporativos e com reconhecido grau de isenção, cuja missão é atender os interesses da sociedade, sem se deixar influenciar por clima e atmosfera política. É uma conduta que gera otimismo e esperança na categoria fiscal mineira, no sentido de que essa decisão seja seguida em outras instâncias. O ganho institucional do despacho do MP é criar um marco referencial de investigação dessa tentativa de invasão de atribuições. A questão agora saiu do “território do palanque”, das conversas políticas e entrou no território de uma caracterização, em tese, de ofensa à moralidade administrativa.
Considerando o clima de eleições, a diretoria do SINDIFISCO-MG entende ser prudente e sensato que nenhum dos candidatos ao governo do Estado se comprometa a defender a o “projeto” assinado pelo Sinffaz e pela Asseminas. É dever ético é cívico do Sindicato alertar para o risco de incluir na agenda política uma promessa que contém um possível comprometimento de ofensa à moralidade administrativa, que já está sendo apurado e investigado com rigor pelo Ministério Público.
Em defesa de nossas atribuições exclusivas e privativas
Antes mesmo de assumirmos a diretoria do SINDIFISCO-MG, manifestamos nossa posição contrária ao “projeto de tentativa de invasão de atribuições” do Sinffaz e da Asseminas, e afirmamos que essa questão integraria a agenda de luta do Sindicato no biênio 2010-2011. Assim, desde o início da nossa gestão, não medimos esforços na luta em defesa da nossa carreira e de nossas atribuições exclusivas e privativas, tanto nos âmbitos político e administrativo quanto jurídico.
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A Diretoria