| COMUNICADO
DA DIRETORIA | Nº
44 |
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9
de julho de de 2010
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CATEGORIA
INDIGNADA COM O PROGEPI
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Não
aceitamos ficar reféns da Administração!
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Em recente reunião em uma das unidades fazendárias do Estado, o diretor da Sufis, ao ser questionado se não havia preocupação com o fato da base executora dos trabalhos estar indignada e desestimulada em função da implementação do Progepi, afirmou estar tranqüilo, pois, segundo ele, a Fiscalização está aceitando o programa “pelo seu lado bom”.
Embora conveniente, a percepção da Administração é inteiramente equivocada. Não há “lado bom” em um projeto que retira a autonomia do fiscal e nos desvia de nossa atividade-fim – o combate à sonegação – nos tornando simples tarefeiros. O Progepi é ruim em sua totalidade e continuaremos lutando para que seja extinto.
É também ilusório o governo achar que conseguirá implementar de forma impositiva o Progepi, sem participação, envolvimento e contribuição da categoria fiscal. Não aceitamos ficar reféns da Administração. Nosso compromisso é com a SEF/MG, instituição centenária que ajudamos a construir, e com a sociedade, beneficiária indireta de nosso trabalho.
Não aceitamos o Progepi porque o mesmo: 1) É OPRESSÃO À CATEGORIA, um absurdo controle do profissional, inviabilizando nossa condição de auditor fiscal, prejudicando a qualidade dos trabalhos, tanto de investigação fiscal quanto intelectual, o que demanda liberdade de ação e tranqüilidade. 2) FOI IMPOSTO SEM DISCUSSÃO COM A BASE EXECUTORA, o que causa indignação, revolta, insatisfação e desmotivação. 3) É DE LEGALIDADE QUESTIONÁVEL, porque impõe perda de autonomia, a exemplo de situações que demandam ação imediata do Fisco, como flagrantes, nas quais, para podermos agir, estaremos dependentes das chefias. E, também, porque estabelece possibilidade de perda de salário, mesmo executando o trabalho. 4) ESTABELECE
O ABSURDO JURÍDICO: ACORDO UNILATERAL. 6) NÃO
VALORIZA AUTUAÇÕES, ESTIMULA A SONEGAÇÃO,
CAUSARÁ PREJUÍZO À ARRECADAÇÃO
E, PORTANTO, É CONTRA OS INTERESSES DA SOCIEDADE. Em conseqüência, o fator TEMOR DO FISCO, força psicológica que tanto contribui para a receita “espontânea”, deixará de existir para os contribuintes, o que estimulará a sonegação e será terrível para a receita. 7) EMBOTA
A CRIATIVIDADE DO FISCAL, RETIRA-LHE A ESSÊNCIA DE
AUDITOR. 8) É RETALIAÇÃO
AO MOVIMENTO REIVINDICATÓRIO. 9) IMPEDE
E COÍBE MOBILIZAÇÃO DA CATEGORIA. 10) DENOTA
FALTA DE CONFIANÇA NA CATEGORIA PORQUE É FERRAMENTA
DE CONTROLE ABUSIVO DO FISCAL. Por todas as razões mencionadas acima, a categoria disse não ao Progepi em assembleia geral e isso deve ser motivo de preocupação para a Administração. Continua a nossa luta pela extinção do Progepi. Não aceite ameaças e constrangimentos da chefia no sentido de que você não receberá a Gepi se não alimentar o sistema. Lembre-se que, nesse trimestre, é facultativo o preenchimento. |
A Diretoria