COMUNICADO DA DIRETORIA
Nº 33
18 de maio de 2010
 
FIRMEZA NA LUTA PELA EXTINÇÃO DO PROGEPI
Processo vem sendo conduzido sem atropelo de fases e com decisões coletivas

Ao tomarmos posse, em 10 de dezembro de 2009, assumimos o compromisso com a categoria de fazer um Sindicato de luta, sem atropelo de fases. Entendemos que mobilização, luta e diálogo não são conflitantes e podem ocorrer concomitantemente. Baseado nesses princípios, vimos procurando, exaustivamente, conversar, dialogar e negociar com firmeza e habilidade, sem abrir mão da razão de ser de uma entidade sindical: a mobilização e a luta.

Sabemos que muito ainda temos de avançar na busca da correção das distorções e injustiças, mas, mesmo enfrentando um governo duro como esse, conseguimos mais do que dobrar (122%) a nossa remuneração em junho de 2010, com uma inflação em torno de 50% (IPCA-IBGE, período 2003-junho/2010).

Quando assumimos o SINDIFISCO-MG, o Decreto 45.237 já havia sido publicado em 5 de dezembro de 2009, sendo que o Progepi estava sendo desenhado pela Administração desde julho de 2009. Na primeira semana da nossa gestão, agimos no sentido de reabrir o diálogo com o governo, pondo fim ao impasse e, de imediato, nos colocamos contrários à implementação do Progepi.

Nossa posição desde o início, reiterada ao longo dos meses, é que o Progepi, dentre os vários pontos nocivos elencados em nossos comunicados, fere a autonomia do fiscal, transformando-o em simples tarefeiro, desviando-o da atividade fim: o combate à sonegação.

Como forma de remuneração, a Gepi traz vantagens e desvantagens, tais como a fragilidade nos controles e a submissão à chefia. Mas, seguramente, é uma forma de recuperação de salário, da qual a categoria não abre mão.

Nesse sentido, começamos a conscientização da categoria sobre os efeitos maléficos do Progepi, promovendo debates locais em todo o Estado para, após, deliberar em nossos fóruns coletivos de decisão (CDA e AGE). Concomitantemente, reunimo-nos com o governo, com duras negociações, buscando uma solução para a questão.

A categoria deliberou, em assembleia geral, pela extinção do Progepi, aprovando várias formas de luta, que foram implementadas: realização de ato público (25/3/10); abaixo-assinado encaminhado para SEF/MG, com 700 assinaturas; luta nas repartições com pressão sobre os comissionados e orientação para não baixar nem alimentar o sistema.
Conseguimos suspender os efeitos do Progepi, que passaria a vigorar desde 1º de abril, para o terceiro trimestre de 2010, ganhando tempo para o enfrentamento. Entretanto, novo decreto (45.361/10) foi publicado em 6 de maio, alterando o anterior (45.237/09), condicionando o pagamento da Gepi ao preenchimento de formulário e/ou à alimentação do sistema, ao invés de atribuir a gratificação ao trabalho fiscal.

Fiéis aos nossos princípios, conduzimos a luta sem atropelo de fases, com pressão, mobilização, diálogo e negociação.

Assim, as ações judiciais já se encontram prontas para serem ajuizadas no momento oportuno. Não abriremos mão de qualquer forma de luta.

Estamos seguindo as estratégias definidas e amplamente debatidas em fóruns coletivos. Qualquer medida precipitada, decidida fora das citadas deliberações será repudiada pela categoria, pois não há legitimidade, podendo inviabilizar qualquer evolução nessa questão.

Há muito que se fazer no campo político. Estamos atentos, intensificando a pressão em busca da melhor solução para mais esse impasse, conforme deliberação da categoria em AGE e CDA. Todas as medidas judiciais, individuais ou coletivas, serão tomadas, como sempre ocorreu nesta entidade. A questão é: a luta deve ocorrer sem atropelo de fases.


PONTO DE VISTA

Confira o Ponto de Vista do auditor fiscal Inocêncio Duarte, da DFT BH:

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A Diretoria