| COMUNICADO
DA DIRETORIA | Nº 21 |
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8
de maio de 2009
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O
SUBSECRETARIO DA RECEITA RECONHECE AS CONSEQUENCIAS DESASTROSAS
DA REMUNERAÇAO DO FISCO
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Apresenta
a sua posição denominada de “Política Emergencial
de Remuneração”
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Pedro
Meneguetti afirmou à diretoria do SINDIFISCO-MG,
em reunião realizada dia 07/05, que ele e
todo o seu staf concordam com a necessidade de uma
política emergencial de remuneração
a ser implantada entre os meses de junho/2009 e junho/2010.
O subsecretário, no entanto, diz não ser de sua competência
a apresentação de uma proposta oficial, pois ele e sua equipe
só têm como defender junto ao governo uma proposta de “Política
Emergencial de Remuneração”, com o aval da Categoria Fiscal.
A Diretoria apenas teve conhecimento formal desta posição na
ocasião da reunião, apesar dos vários boatos que circularam
sobre a existência de uma proposta pelo subsecretário.(Vide
ofício 053/09 de 05/05/2009)
Nossa obrigação é comunicar a posição
para que ela seja analisada e comparada com a nossa pauta de reivindicações,
nossas necessidades e nossos princípios. Cabe à Diretoria a
responsabilidade de conduzir o processo de discussão, para que a categoria,
de forma esclarecida, possa se posicionar.
Nesta reunião afirmou o subsecretário, que ele tem sido cobrado pelo Secretário de Fazenda sobre a alteração da resolução que impediu a redução da conta reserva, já que, segundo Simão Cirineu : a medida “não resultou em nada”.
Segundo
o subsecretario, entre ele e sua equipe, ha
o entendimento de que a questão remuneratória
poderá se agravar em virtude de:
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a-
Saldo negativo de 18,6 milhões na conta
do PLUS, nos termos da lei que disciplina a
matéria. Isto significa, que ocorrendo
aumento da receita , antes de qualquer valor
a ser pago, esse débito deverá ser
compensado. Ou seja, tendência de PLUS
Zero para os próximos períodos.
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b-
Sistemática de apuração
do valor do ponto com a previsão de
que em janeiro de 2010 ele poderá cair
para até 0,59 em razão do desempenho
da receita.
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c-
Reposicionamento por tempo de serviço
que não considere adequadamente as progressões
não efetivadas na carreira da 6762/75.
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O
subsecretário, ainda, entende que para
avançar na sua posição
deve haver uma decisão conjunta dele
e sua equipe e da categoria fiscal representada
pelo SINDIFISCO-MG. Sua “Política
Emergencial de Remuneração” contempla
os seguintes pontos:
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a-
Alteração na sistemática
do cálculo do valor do ponto GEPI impedindo
a sua redução. Este valor não
poderá ser inferior ao valor atual ou àquele
eventualmente acordado na “Política
Emergencial de Remuneração”.
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b-
Compensação de perdas havidas
no PLUS, dentro de limites orçamentários
a serem definidos por meio de alteração
no valor ou na quantidade de ponto gepi, matéria
que pode ser disciplinada através de
decreto, já que não é viável
a alteração, neste momento, da
legislação que trata do prêmio
de produtividade.
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c-
Construção de um modelo de reposicionamento
no qual todos que tenham um saldo superior
a 5 anos, não considerado na 6762/75,
sejam reposicionados no nível 3.
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d-
Compromisso, em médio prazo, com a eliminação
do nível 1, já que esta medida
depende de alteração de lei.
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Pedro
Meneguetti impõe duas condicionantes:
-primeira: só encaminhar uma proposta ao governo desde que seja conjunta;
-segunda: que não seja ultrapassado o limite prudencial de 46,55 de
comprometimento da receita com a Folha (Art.22 da LRF), no primeiro quadrimestre
de 2009. Este limite só será divulgado na segunda quinzena
de maio.
Os termos apresentados pelo subsecretário não constituem uma proposta oficial, mas sim, uma posição, como ele mesmo frisou, reiteradas vezes, durante a reunião. A diretoria do SINDIFISCO-MG entende que isso gera insegurança.
O
fato de o subsecretário reconhecer a gravidade
da situação salarial da categoria, é importante,
mas não suficiente, pois cabe a ele também
a responsabilidade de encontrar soluções
para os problemas gerados durante a sua administração.É preciso
ressaltar que a pauta de reivindicação
aprovada pela categoria na AGE do dia 19/03/2009
não está sendo contemplada em sua integridade.
Os pontos sinalizados pelo subsecretário esbarram em várias
amarras e condicionantes, tais como: limite prudencial da Lei de Responsabilidade
Fiscal; dificuldade nos pontos que requeiram a modificação
da Lei; o volume de recursos e a aprovação prévia da
categoria para encaminhamento oficial. E mais, é preciso alertar que
esta posição pode gerar conflitos distributivos entre nós,
ameaçando a unidade da categoria e agravando nossas diferenças
internas.
A forma de exposição verbal da posição do subsecretário,
sem o registro por escrito, leva aos mais diversos equívocos na comunicação.
Por fim, autonomia e independência da fiscalização na sua expressão coletiva e representativa é um principio inegociável.
Colegas, avaliamos que esta posição somente nos foi apresentada porque o nosso movimento está crescendo e se fortalecendo.Conclamamos a todos, ativos e aposentados, a discutir esse fato em conformidade com o espírito de unidade que vem norteando nosso movimento desde seu início. Agora, mais do que nunca, é preciso intensificar o movimento, realizar as reuniões locas, desenvolver as ações definidas pelo comando e nos manter coesos na busca de solução para as nossas reivindicações.
A diretoria reafirma seus compromissos de transparência e respeito à vontade soberana da categoria.
A diretoria
Campanha
Salarial 2009: OPORTUNIDADE
A GENTE CRIA!
Abrace esta causa. Caminhe junto com
a SUA CATEGORIA,
com o SEU SINDICATO.