COMUNICADO DA DIRETORIA
Nº 17
5 de maio de 2009
 
EPISÓDIO DA RETIRADA DAS FAIXAS PF DE NOVA UNIÃO
  Reação do delegado fiscal de trânsito traduz pensamento da Administração

Em relação aos fatos ocorridos no Posto Fiscal Joaquim Lage Filho (Nova União) relatados no Informe SINDIFISCO-MG Nº 115 (24/04) e posteriormente contestados pelo delegado fiscal Antônio Vaz - DFT/BH - em um e-mail institucional divulgado no dia 29/04, vimos fazer o seguinte esclarecimento:

No dia 02/05, a diretoria do SINDIFISCO-MG visitou o PF de Nova União, conversou com os colegas que trabalham naquela unidade e apurou que houve ruídos na comunicação. Portanto, em relação àquele episódio, a ata da reunião corresponde ao que efetivamente aconteceu.

Clique aqui para ler: Ata da reunião
  Mensagem do delegado Antônio Vaz

Esse ruído de comunicação é possível acontecer em momentos como o que estamos atravessando, de muita tensão e grande quantidade de informações chegando ao SINDIFISCO-MG. Entretanto, esse episódio, em particular, confirmou a velha máxima de que “há males que vêm para o bem”, pois nos permitiu, através da correspondência do delegado fiscal Antônio Vaz, conhecer o pensamento da Administração da SEF/MG.

No e-mail, o autor, provavelmente representando o pensamento da Administração, se diz preocupado com o futuro. Ocorre que sua preocupação revela uma enorme contradição com os atos praticados pela Administração à qual ele serve. Senão vejamos: quem se preocupa com o futuro viabiliza a usurpação de atribuições dos auditores fiscais por outras categorias? Ou então, implementa um sistema de remuneração que nos enfraquece e quebra a paridade? Quem se preocupa com o futuro implementa um sistema de planejamento e gerenciamento que transforma os auditores em meros operadores burocráticos? Além disso, quem se preocupa com o futuro da categoria adota “OS chicotinho” e sua versão mais atualizada - a OS 003 e se serve desses instrumentos de repressão contra os próprios colegas?

O autor considera inadequado e depreciativo o conteúdo das faixas. Lembramos a ele que em nossa Campanha Salarial adotaremos a linha de comunicação para o público externo. Neste caso, falaremos pouco da nossa reivindicação e muito sobre os desacertos deste governo. Além disso, a definição das estratégias é tomada nos fóruns do Sindicato, portanto é para lá que devem ser encaminhadas as críticas e sugestões.

O autor diz em seu e-mail que temos que manter a ética. Entretanto, ele mesmo impõe, por meio de Ordem de Serviço, que os fiscais dos postos lacrem caminhões de combustíveis, apesar de conhecer todo o risco que esse procedimento representa para a vida dos colegas.

Ao fazer a avaliação de nossa Campanha Salarial, fica evidente na manifestação do delgado fiscal que toda essa reação é porque as ações de imagem da campanha estão atingindo o governo e ele tem a missão de evitar que isso ocorra.

O autor faz parte de um quadro de Fiscais que estão perdendo sua verdadeira identidade em relação à categoria a que pertencem. A eventualidade e transitoriedade do cargo comissionado os mantêm subservientes, em função de uma política remuneratória salarial que os privilegia.

Assim, quem de fato demonstra preocupação com o futuro, é a categoria representada pelo SINDIFISCO-MG. Assim, o autor e todos da Administração que se dizem preocupados com nosso futuro, deveriam se juntar a nós para discutirmos, seriamente, a pauta de reivindicação elaborada por nós.


A Diretoria

Campanha Salarial 2009: OPORTUNIDADE A GENTE CRIA!
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com o SEU SINDICATO.