COMUNICADO DA DIRETORIA
Nº 27
12 de novembro de 2008
   
 
 
O PALÁCIO DA LIBERDADE MORRE DE MEDO DE QUE ACORDEMOS

A Fiscalização estadual construiu uma pauta de reivindicação emergencial aprovada na última AGE, em 6 de novembro, que contempla toda a categoria, diminui desigualdades e busca a segurança da remuneração. Aprovada a pauta, vamos lutar por ela até que sejam atendidas nossas reivindicações.

As medidas adotadas pelo governo vão no sentido diametralmente oposto:

Congela-se qualquer tipo de recomposição para a maioria da categoria até 2010 (vide tabela). A correção do ponto em 2010 implicará em correção da remuneração de apenas 2,7%, inferior à inflação projetada para o período, estimada em 5%.
Ampliam-se as diferenças de remuneração.
Divide-se o servidor que está em atividade e o que está afastado legalmente, quebrando a paridade e a integralidade, em 2004, com a instituição do plus.
No acordo de 2007, amplia-se a diferença com a criação da conta reserva.
Sinaliza-se com o pagamento da promoção provisória do reposicionamento pela escolaridade adicional.
Pretende-se inserir o plus atividade, também para controlar e segmentar os servidores, nesse caso privilegiando o grupo dos auditores fiscais em atividade. Ao que tudo indica, este plus será vinculado aos níveis e atividades (que devem ser diferentes após o reposicionamento pela escolaridade).

Em relação ao plus atividade, expedimos ofício hoje (12/11) ao diretor da Sufis, Gilberto Silva Ramos, solicitando esclarecimento sobre as modificações pretendidas e previsão de implementação.

Clique aqui para ler o ofício

Sabemos que a lógica do governo é a de financiar a discórdia e plantar a semente do medo, criando um ambiente propício para aprofundar as diferenças salariais. Embora o superávit divulgado pela própria Fazenda em seu informativo não deixe dúvida de que o governo tem recursos para atender nossa pauta de reivindicações, o “abono-esmola” concedido aos servidores aposentados demonstra que a política salarial do governo Aécio continua marcada pela precarização remuneratória e extinção de direitos.

Com a confiança de quem sabe que “o Palácio da Liberdade morre de medo de que acordemos!” estamos iniciando a nossa luta de maneira séria e firme. Cientes das dificuldades, mas certos de que não estamos lutando por nada que não seja justo, não vamos ceder em nossas reivindicações.

A Diretoria

CAMPANHA SALARIAL 2008:
TUDO VAI DEPENDER DA NOSSA CAPACIDADE DE MOBILIZAÇÃO!