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COMUNICADO
DA DIRETORIA
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6
de junho de 2007
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SINDIFISCO-MG ACOMPANHA TRAMITAÇÃO DO PL 597/07 |
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| E repudia atitude de outro sindicato |
Conforme decisão da última AGE (22/05), a diretoria vem acompanhando a tramitação na Assembléia Legislativa (ALMG) do Projeto de Lei 597/07, que altera o parágrafo 6º do artigo 12 da Lei 16.190/06, buscando celeridade na sua aprovação. O PL não está na pauta da reunião da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária desta quarta-feira (6) porque o deputado Lafayette Andrade (PSDB), relator do projeto, está no Rio Grande do Sul. A previsão é de que o PL 597 seja votado até o final deste mês.
Entretanto, há alguns fatos que merecem a reflexão da categoria. É lamentável que colegas da SEF/MG, que pertencem ao outro sindicato (Sinffaz), enviem dezenas de e-mails aos deputados que compõem a Comissão, que está apreciando o PL 597, solicitando, ao contrário do SINDIFISCO-MG, a protelação da votação do projeto. A estratégia deles é ganhar tempo para forçar uma negociação com o governo, mas o que chama atenção é o tom das mensagens. Ao invés de se preocuparem em reivindicar, fazer um movimento paredista como o nosso e assim pressionar o governo, eles elegeram os Auditores Fiscais da Receita Estadual como alvo e inimigos.
Veja, abaixo, algumas das expressões contidas nas mensagens enviadas.
"Vimos
que a receita cresceu enquanto os fiscais estavam parados."; "...
Mas se os fiscais estavam em greve há mais de 5 meses, como isto pode
acontecer??? Os Gestores Fazendários estavam trabalhando."
Ora, que raciocínio mais simplista. A função da fiscalização
é o combate à sonegação; o crescimento da receita
é uma conseqüência. A arrecadação aumenta por
vários fatores, além combate à sonegação:
como crescimento econômico, redução de benefícios
fiscais, aumento de preço e alíquotas de ICMS etc. O que é
certo, e tanto a SEF quanto os Gestores reconhecem, é que o aumento eventualmente
ocorrido durante este período poderia ter sido muito maior se não
estivéssemos em movimento salarial.
"O PL
não deixa transparecer o tratamento discriminatório que existe
na Secretaria da Fazenda em relação aos gestores fazendários
(GEFAZ)."
Qual discriminação? As funções são diferentes:
enquanto a dos Gestores é administrativa, a dos Auditores é fiscal.
A proposta enviada à ALMG não foi reivindicação
da nossa categoria, mas foi fruto do movimento dos Auditores Fiscais - no qual,
diga-se de passagem, não houve participação nenhuma dos
Gestores -, e dos riscos que nós corremos, inclusive com corte de ponto.
Apesar disso, os Gestores tiveram o mesmo percentual de reajuste.
"O que
se vê, é uma tentativa do SINDIFISCO-MG, de tentar
empurrar goela abaixo da ALMG esse Projeto, que privilegia os fiscais, em detrimento
dos demais servidores de mesmos nível da SEF..."
O PL 597 foi enviado pelo governo para fim de solucionar o conflito; é
ele, portanto, que tem o compromisso de se empenhar para sua aprovação,
sob pena do movimento salarial retornar. Qual o privilégio dos Auditores
nesse projeto? Nosso salário está defasado em relação
aos demais Fiscos Estaduais. E os gestores? Também estão com salários
defasados em relação aos funcionários administrativos do
nosso Estado e de outros da federação?
Leia, também, mais alguns e-mails que selecionamos entre tantos outros.
"... Os Auditores
Fiscais (AFREs) em seu movimento paradesta, legitimo, pleiteavam equiparação
salarial aos Auditores de outros estados e da Receita Federal, foram prontamente
atendidos pela cúpula da SEF, enquanto, nós, que temos procurado
o caminho do diálogo, somos subjugados a situações muitas
vezes constrangedoras..."
"... Enquanto
os Auditores Fiscais estavam em greve a classe de Gestores trabalhava normalmente
e a Receita do Estado cresceu. Não era para ter sido reduzida, pelo menos
em alguma coisa? ... A cúpula da SEF é formada por eles e com
certeza, graças a competência, empenho e dinamismo mostrada por
nossa categoria, estamos sendo boicotados na negociação por um
salário digno."
"Enquanto a
fiscalização estava em greve, nós continuamos nosso trabalho
com toda dedicação, com determinação, atendendo
o contribuinte com respeito e seriedade, tudo a bem do serviço público.
E nós não somos apenas 'atendentes'. Fazemos parte do Quadro de
Fiscalização e Tributação. A Receita do Estado cresceu
nesse período grevista. O mérito é nosso."
"Fazer greve
fechando postos fiscais só beneficiou o mau contribuinte e enquanto eles
faziam greve a receita de Minas Gerais cresceu."
"O Sindifisco
detém o controle de praticamente todos os postos de comando, decidindo
inclusive sobre carreira e vencimentos dos funcionários dos outros sindicatos.
Esses mesmos fiscais cujo corporativo extrapola a normalidade, estiveram paralisados
(greve branca), no período de outubro/06 a maio/07, quando a receita
experimentou aumento superior ao previsto pela SEF."
"Nosso sindicato,
SINFFAZ, está em busca de um canal de negociação com a
SEF visando o resgate das atribuições que nos estão sendo
tiradas pelas últimas gestões, com ampla influência da classe
dos fiscais."
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Apesar de convidado a participar do movimento reivindicatório dos AFREs, que durou mais de seis meses, o Sinffaz nada fez, nem mesmo no sentido de demonstrar o mínimo apoio à nossa luta. Mesmo assim, os Gestores Fazendários obtiveram reajuste nos mesmos percentuais e datas que os Auditores Fiscais. Qual a motivação que levam os Gestores, agora, a pedirem a protelação do PL 597, de cuja aprovação depende a materialização do reajuste? Entendemos que a atitude adotada por nossos colegas da SEF não leva a lugar algum. Há uma eleição errada do adversário e, consequentemente, das estratégias de luta. O empenho do SINDIFISCO-MG continua no sentido de agilizar a tramitação e aprovação do PL 597/07. |
A Diretoria