COMUNICADO DA DIRETORIA
Nº 68/07
8 de maio de 2007

RECEITA DE MARÇO DESPENCA

  Queda seria ainda maior se fossem expurgadas receitas pontuais

A receita de ICMS de março, tradicionalmente, é sempre mais baixa que a de outros meses, uma vez que se refere aos fatos geradores de fevereiro (menor número de dias e carnaval). Entretanto, seu desempenho foi ainda pior em 2007, quando comparada com a dos anos anteriores. Veja abaixo.

Receita de ICMS Principal x Total 1º Trimestre de 2007
MÊS
RECEITA ICMS (PRINCIPAL)
RECEITA ICMS (TOTAL)
Janeiro
R$ 1.556.193.241
R$ 1.582.450.846
Fevereiro
R$ 1.469.008.737
R$ 1.497.767.672
Março
R$ 1.398.625.995
R$ 1.424.181.967
TOTAL DO TRIMESTRE
R$ 4.423.827.973
R$ 4.504.400.485

Evolução da Receita de ICMS
(Principal) Março x Fevereiro 2004-2006
ANO
2004
2005
2006
2007
EVOLUÇÃO
-1,05%
0,18%
0,5%
-4,8%

A queda apurada em 2007 (4,8%) seria ainda maior se fossem expurgadas as receitas pontuais verificadas em março de 2007: R$ 15 milhões de denúncia espontânea e uma parte dos R$ 80 milhões recolhidos a título de ICMS importação pela montagem de uma planta industrial.

A receita de março/2007, comparada com o mesmo período de anos anteriores, apresentou, também, um dos piores desempenhos dos últimos três anos.

Evolução da Receita de ICMS
(Principal) de Março 2005-2006
ANO
2005
2006
2007
EVOLUÇÃO
22,44%
12,43%
10,39%

Na tabela abaixo, é possível verificar os setores que apresentaram variação negativa mais expressiva em março de 2007, que são justamente aqueles em que a fiscalização tem influência direta, tais como: combustíveis, bebidas, cigarros, notificações etc.

Setores que, em março/2007, registraram queda em relação a fevereiro/2007
SETORES
QUEDA (%)
Combustíveis e Lubrificantes -7,32
Cimento -10,85
Açúcar de Cana -28,97
Bebidas -6,61
Cigarros -10,20
Energia Elétrica -5,56
Leite e Derivados -5,13
Veículos/Automotores -14,72
Transportes -3,57
Comunicações -1,99
Comércio -17,14
Indústria/Outros -9,22
Diferença de Alíquotas -8,07
ICMS - ST Entradas -14,27
ICMS - Outras Notificações -38,45

Mais uma vez, evidencia-se o que a SEF insiste em negar: a fiscalização interfere diretamente na receita do Estado.

O impacto negativo na arrecadação, provocado pelo nosso movimento, é evidente.


Mais uma vez, o SINDIFISCO-MG lamenta a queda na receita, mas frente ao descaso do governo, é uma das formas encontradas pela categoria pressionar por uma solução definitiva do impasse.

A Diretoria