COMUNICADO DA DIRETORIA
Nº 44/07
29 de março de 2007


GOLPE BAIXO

  "DE QUE APROVEITA O HOMEM GANHAR O MUNDO E PERDER SUA ALMA", MC, 8,36

Na tarde de ontem (28), enquanto o Comando Estadual de Mobilização se reunia na sede do SINDIFISCO-MG com objetivo de avaliar o movimento e definir novas ações, alguns colegas participaram, "a convite", de reunião com delegados, chefes de Posto de Fiscalização e superintendente de algumas unidades da SEF. Logo após, entraram em contato conosco para relatar situações que chegaram ao limite do insustentável.

No afã de atender ao governo no sentido de encontrar formas de enfraquecer e acabar com nosso movimento, esses senhores (os comissionados), os quais não podemos mais chamar de colegas, tiveram o desplante (ou cara de pau) de relatar as medidas que SEF/MG irá introduzir a partir do dia 1º de abril (domingo).

Confira, abaixo, a síntese das medidas.
1) Definir uma OS especial para os AFREs em estágio probatório, com o intuito de impedi-los de participar ativamente do nosso movimento e retornar à atividade normal.

2) Determinar OS 6H para aqueles que não apóiam, por diversos motivos, nosso justo movimento;

3) Determinar OS 4A para aqueles que estão mobilizados e cumprindo as decisões aprovadas em AGE (novembro/2006), com intuito de fazê-los retornar à atividade normal.

Na prática, isto significa que, numa mesma Delegacia ou Posto Fiscal, teremos auditores fiscais cumprindo uma OS sem metas financeiras, e outro grupo, os mais conscientes da importância da missão fiscal, mas que por desejar um Fisco forte, autônomo e independente, cumprirão uma OS com meta diária de arrecadação para Postos Fiscais, e sendo que na grande maioria deles essa meta será inatingível.

Virou música orquestrada o discurso da Administração de que o nosso movimento estava fraco, de que não atingíamos nossos objetivos de redução da receita, de que era uma 'birrinha' do Sindicato, uma ação política, uma briga para ocupar os cargos deles. Se fosse assim, quais os motivos que levam a Administração da SEF a proceder arbitrariamente como agora? Por que se utilizar de golpes tão baixos?

COLEGAS, a prova cabal está aí: NÓS ESTAMOS GANHANDO ESSA GUERRA INTERNAMENTE. Essas medidas de retaliação somente comprovam o desespero a que chegaram os atuais administradores da SEF, e por isso a diretoria do seu SINDICATO, orienta que:

No dia 1º de abril, os fiscais de plantão, NÃO ACEITEM OS 4A, nem cumpram as suas exigências, continuando o movimento dentro do aprovado: AI e DAF zero;

No dia 2 de abril, os fiscais de plantão e, da mesma forma, nas Delegacias, NÃO ACEITEM as OS, continuando o movimento dentro do aprovado - AI e DAF zero -, além de registrar um veemente protesto junto ao seu gerente, inclusive informando-o de que suas ordens não mais serão acatadas.

O SINDIFISCO-MG está estudando as medidas judiciais, administrativas e políticas cabíveis contra esses atos da SEF, por ver neles ilegalidades e arbitrariedades. Portanto não se furtará a denunciá-los em todas as esferas possíveis, inclusive aos órgãos representativos de classe, como Fiemg, CDL, CRC/MG, Associação de Microempresários, Assembléia Legislativa de Minas Gerais e outros.

COLEGA FISCAL QUE LUTA POR UM FISCO FORTE, AUTÔNOMO E INDEPENDENTE: NOSSA HORA CHEGOU, É AGORA OU NUNCA!

Se ficarmos em dúvida neste momento e aceitarmos qualquer ordem emanada dessa truculenta Administração da SEF, estaremos fadados a nunca mais sermos uma categoria respeitada, e não só por esse governo, mas por todos os outros que vierem.

A tentativa do governo - e colocada em prática na SEF - é de nos dividir, enfraquecer e derrotar. A única maneira de sairmos vitoriosos neste movimento e sermos chamados para a mesa de negociação é a categoria dizer um sonoro NÃO, tão grande, que será ouvido no Palácio da Liberdade.

Vamos demonstrar ao governo que quem representa a categoria é o SINDIFISCO-MG e que os atuais administradores da SEF não possuem nenhuma legitimidade junto aos seus comandados.

Portanto, não se deixe intimidar! Como dissemos anteriormente, estamos tomando todas as medidas cabíveis, inclusive judicialmente, e qualquer assédio moral ou intimidação que porventura você receba, entre em contato imediatamente com o nosso Sindicato que irá tomar as providências cabíveis e de repúdio.

Sugerimos a todos colegas, comissionados ou não, que acompanhem pelos jornais o atual processo reivindicatório na Polícia Federal. Lá, todos dão exemplo:

Os administradores que se anteciparam identificaram os problemas de motivação e auto-estima, delinearam a solução adequada e assumiram a sua defesa perante o Poder Executivo, visando em última análise a preservação da própria Instituição e, por conseguinte, a preservação dos interesses da sociedade brasileira;

Os servidores (delegados, policiais e agentes federais), ao cumprir de forma ordeira e uniforme as ações definidas nos fóruns coletivos, como formas de luta da categoria, buscam o reconhecimento do seu valor e de sua importância para a sociedade.

A Diretoria