| COMUNICADO
DA DIRETORIA |
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23
de fevereiro de 2007
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CAI A MÁSCARA DO PEDIDO DE TEMPO DO GOVERNO |
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| SINDIFISCO-MG já havia alertado sobre retorno da política remuneratória |
Em comunicado enviado à categoria no dia 24 de janeiro (Nº 9), a diretoria do SINDIFISCO-MG já afirmava que o pedido de tempo feito pelo governo não tinha outro objetivo que não o de enrolar a Fiscalização e ganhar tempo até o fim do recesso parlamentar para garantir a aprovação do Projeto de Lei da Política Remuneratória (PL nº 3669/2006), que já estava tramitando na ALMG e foi suspenso por pressão do funcionalismo. Matéria publicada hoje (23) pelo jornal Estado de Minas (Política, pág.7) confirma a denúncia feita pelo Sindicato.
Com o título "Projeto salarial de volta", o texto afirma a intenção do governo de aprovar até o fim de abril a política remuneratória do funcionalismo e informa que o governador Aécio Neves enviará no início de março à Assembléia Legislativa do Estado, mensagem solicitando o desarquivamento do projeto que trata da remuneração do servidor estadual.
Segundo o jornal, o presidente da ALMG, deputado Mauri Torres - um dos negociadores do projeto com os servidores - declarou, ontem, que não vê nenhuma dificuldade na retomada da tramitação da matéria. Afirmou, ainda, que não houve acordo na legislatura passada porque faltou tempo para discutir com o funcionalismo. "Vamos buscar o entendimento com calma. Vamos fazer audiências públicas, conversar com os representantes dos servidores. A intenção do governo é justamente contemplar a reivindicação do funcionalismo de estabelecer uma política para a remuneração na lei. À medida em que o projeto for detalhado para os servidores, não haverá discordâncias.", declarou o deputado.
No mesmo comunicado (Nº 9, de 24.01), o SINDIFISCO-MG chamava atenção para o fato de que, se aprovada, a Lei da Política Remuneratória será utilizada pelo governo para tentar evitar a concessão de reajustes e outros benefícios para as categorias mais organizadas e que estão lutando por recomposição salarial, como é o caso do Fisco. Os vários pontos negativos do Projeto também já haviam sido levantados pelo Sindicato no ano passado e publicados no Informativo Nº 72 - Especial Política Remuneratória (nov/2006), distribuído aos deputados e outras lideranças sindicais.
Não restam dúvidas, portanto, de que não tem havido seriedade e honestidade na relação do governo com a categoria fiscal. Mais uma vez, somos tratados com desrespeito e descaso. E nós vamos deixar por isso mesmo? Com a palavra, aqueles que defenderam o "tempinho".
A Diretoria