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COMUNICADO
DA DIRETORIA
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15
de janeiro de 2007
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CORTE DE PONTO |
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| Não vamos nos render a mais essa ameaça |
Na última sexta-feira, 12 de janeiro, a SEF/MG enviou memorando assinado pelo secretário adjunto João Fleury aos gerentes de todas as unidades do Estado, determinando o corte de ponto para os servidores que aderiram ao nosso movimento reivindicatório.
Curiosamente, em entrevista veiculada na edição de domingo do jornal O Globo, o vice-governador de Minas Gerais, Antonio Augusto Anastasia, questionado sobre qual teria sido o ponto central do ajuste fiscal no Estado, afirma que “o ajuste foi baseado no crescimento firme da receita de ICMS (73%), com cumprimento de metas por superintendências e sem crescimento da alíquota de ICMS”.
Ou seja, publicamente somos elogiados – porque interessa ao governo vender uma imagem positiva dessa gestão – mas, internamente, somos desrespeitados e, o que é pior, ameaçados. E isso porque estamos lutando pelo direito de termos salários dignos e condizentes com a importância do nosso trabalho. Mais uma vez, o governo responde às nossas reivindicações com ameaça.
No início do primeiro mandato deste governo nos pediram empenho e dedicação e nós respondemos com a elevação da receita em patamar nunca antes alcançado (73%). Durante os quatro anos de governo, retiraram vários de nossos direitos em nome do ajuste fiscal. Ao sacrifício imposto, a categoria respondeu com confiança, acreditando que chegaria o dia em que todo o empenho, dedicação, confiança e sacrifício seriam reconhecidos e que seu trabalho seria valorizado com a concessão de um reajuste salarial que a tirasse da posição humilhante de ser o 18º piso salarial do país.
Ao invés de reconhecimento, o governo nos responde com um pedido de tempo e, diante da nossa recusa – afinal, já estamos esperando há quatro anos – responde com ameaça de punição. Ao invés de procurar resolver o problema salarial da categoria, nos responde com ameaça de corte de ponto e da forma mais torpe possível, incentivando a delação premiada, ou seja, induzindo as chefias a denunciarem os próprios colegas. Como as chefias poderão pedir a seus subordinados que se empenhem no cumprimento das metas?
Chefe,
não seja um delator premiado, reprimindo e/ou denunciando um colega
que está lutando por uma causa justa, apenas pela garantia de
permanência num cargo desvalorizado. A sua luta deve ser pela valorização
do cargo efetivo. |
Diante de mais essa tentativa de enfraquecer e desmoralizar nosso movimento, a diretoria do SINDIFISCO-MG vem a público dizer que a categoria não se renderá a mais essa ameaça. Continuaremos lutando pelo que acreditamos ser justo e também pela construção de uma outra SEF/MG, que busque resultados através da motivação dos seus servidores e que, portanto, não precise se impor pela via da repressão.
Para concluir, conclamamos todos o s colegas em cargo de chefia que, compartilhando de nossa indignação, manifestem formalmente seu apoio ao movimento reivindicatório. O momento exige que cada um se posicione. É hora de escolher entre uma Administração que trata com descaso os seus servidores, ou uma categoria que respeita o próprio trabalho e, portanto, não desiste da luta, respondendo à ameaça com determinação.
A Diretoria