COMUNICADO DA DIRETORIA
Nº 02/07
12 de janeiro de 2007


A VERDADEIRA INTENÇÃO DO GOVERNO

  O tempo pedido por Simão Cirineu é endossado pelo colega Pedro Meneguetti

Na reunião, realizada no dia 10 de janeiro, o novo secretário de Fazenda, Simão Cirineu Dias, pediu um prazo de 60 dias para começar a discutir a questão salarial do Fisco. O motivo alegado foi um prazo para, após concluir através de Lei Delegada, entre outros assuntos, a tabela dos cargos comissionados, analisar o impacto financeiro. Ora, sabemos que o governo dispõe de dados e meios para calcular esse impacto antes mesmo de publicar a Lei.

Ficou no ar uma tentativa de usar os comissionados para barrar nosso justo movimento.

Durante a reunião, o secretário deu a entender, nas entrelinhas, que primeiro será necessário resolver a questão da política remuneratória do funcionalismo. Neste ponto está a verdadeira intenção do governo: a implementação de uma política para travar o crescimento da despesa com pessoal (vegetativo e outras) e sobrar dinheiro para as obras faraônicas e com fins eleitoreiros.

Numa das reuniões com a Seplag, no ano passado, a subsecretária de Gestão Fadua Bayão afirmou que o funcionalismo precisava de uma política remuneratória para um reajuste isonômico, de forma a evitar que uma categoria que "gritasse" mais que outra fosse beneficiada. Isso também confirma a intenção do governo: a tentativa de reprimir as carreiras mais organizadas e mobilizadas.

POR UMA CHEFIA FIRME E INDEPENDENTE

Há um ditado popular que diz que "todo povo tem o governo que merece", ou ainda, "todo subordinado tem o chefe que merece". Com todo o respeito, nós não merecemos tanto. Na reunião com o novo secretário de Fazenda, a postura adotada pelos nossos colegas Pedro Meneguetti, subsecretário da Receita, e José Luiz Ricardo, chefe de Gabinete, foi infeliz:

José Luiz Ricardo ficou calado o tempo todo;

Diante dos argumentos, por nós considerados absurdos, ditos pelo secretário, Pedro Meneguetti não se manifestou, em momento algum, em prol da categoria. Ao contrário, tentou defender o governo, Fuad e companhia. Disse ser testemunha do empenho do novo secretário em resolver o problema do Fisco e, ainda, que a categoria deveria dar um tempo de 60 dias para solução do impasse, além do desplante de solicitar a interrupção do movimento.

POR UMA CHEFIA COM POSTURA COERENTE COM A CATEGORIA A QUAL PERTENCE!

POR UM FISCO FORTE E AUTÔNOMO!

A Diretoria