COMUNICADO DA DIRETORIA
Nº 51/06
13 de junho de 2006

MINAS CONTINUA COMO ESCOLA DE CONCURSOS
     Evasão de fiscais para São Paulo

Levantamento preliminar do SINDIFISCO-MG aponta que 31 fiscais mineiros, aprovados no último concurso da Secretaria de Estado de Fazenda de São Paulo, estão deixando nosso Estado. Minas Gerais continua servindo de escola para concursos de outros Estados, da União e/ou Poderes, situação ultrajante frente à importância do Fisco Mineiro no cenário nacional.

Em fevereiro, já havíamos denunciado, ao governo e à categoria, que 74 servidores da SEF/MG estavam deixando o Estado após terem sido aprovados em concursos da Receita Federal, do Banco Central e da Secretaria de Fazenda do Amazonas. Na época, manifestamos, através de ofício (nº 09/06) ao governador, nossa preocupação com a evasão de fiscais mineiros, e hoje (13) encaminhamos novo ofício (nº 18/06).

Confira o Ofício 18/06 enviado ao governador
Passados quase quatro meses, a situação se agrava cada vez mais. A Fiscalização mineira, considerada uma das mais competentes do país, continua perdendo bons profissionais, atraídos por melhores salários e condições de trabalho.

2ª ARRECADAÇÃO, 16º PISO (COM A NOVAS TABELAS)
Apesar da recente aprovação das nossas Tabelas de Vencimentos e de Enquadramento, nosso piso salarial ainda permanece inferior ao praticado nos outros estados, saindo do 19º para o 16º lugar no ranking nacional, uma situação incompatível com os resultados que temos ajudado o Estado a alcançar. Minas tem hoje a segunda maior arrecadação do país, além de apresentar crescimento da receita acima da média nacional.

Não podemos aceitar calados que tal situação – que vem se repetindo há anos – permaneça inalterada. As perdas são significativas para a SEF/MG, tanto em termos de recursos humanos qualificados quanto de investimentos em treinamento. Entretanto, a maior prejuízo é o desgaste da imagem do Fisco Mineiro, além da desmotivação profissional dos fiscais em exercício.

Como integrantes de núcleo estratégico do Estado, temos de priorizar nossa luta pela valorização da nossa carreira, por uma política salarial consistente que coloque nossos salários (piso e teto) em patamar compatível com a segunda arrecadação do país.

A Diretoria