COMUNICADO DA DIRETORIA
Nº 06/06
20 de fevereiro de 2006

MINAS É ESCOLA PARA CONCURSOS
Melhores salários e condições de trabalho atraem servidores mineiros para outros estados e/ou União

Minas Gerais, especialmente a SEF/MG, se torna, cada vez mais, escola para concursos de outros estados, da União e/ou Poderes. A fiscalização mineira, considerada uma das mais competentes do país, vem perdendo, ao longo dos anos, bons profissionais, que são atraídos por melhores salários e condições de trabalho. No último concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal, 60 fiscais da Receita Estadual foram aprovados e, provavelmente, optarão por deixar a SEF/MG. O mesmo deverá acontecer com outros 11 fiscais mineiros aprovados no concurso da SEFAZ Amazonas e três aprovados no concurso para o Banco Central.

A gravidade da questão não está especificamente nestes concursos citados, mas no fato de que a evasão dos fiscais mineiros vem ocorrendo há anos tornando-se, portanto, um problema histórico. A cada novo concurso de outros Estados ou da União, onde os servidores são mais bem remunerados, Minas acaba perdendo fiscais, além do dinheiro investido em treinamento. Enquanto não tivermos uma política salarial e um plano de carreira definido, o problema vai continuar.

O governo mineiro já manifestou publicamente, em diversas oportunidades, o reconhecimento ao trabalho da fiscalização mineira na elevação da receita do Estado. Entretanto, apesar de Minas ocupar o segundo lugar no ranking da arrecadação estadual, o piso salarial dos servidores da Fazenda é o 19º do país. Na solenidade de posse da atual diretoria (dezembro/2005) o SINDIFISCO-MG reivindicou ao secretário da Fazenda que o reconhecimento do governo mineiro ultrapasse a esfera dos elogios e seja demonstrado de forma concreta, com salários justos e carreira compatível. A mesma reivindicação foi feita ao governador Aécio Neves, através de ofício encaminhado nesta segunda, 20 de fevereiro.

Precisamos conquistar um piso salarial que coloque nossos salários, pelo menos, entre os seis maiores do Fisco do país, em posição compatível com os resultados que ajudamos a alcançar.

A fiscalização mineira não poder servir de trampolim para outros Estados e/ou União.

A Diretoria