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Estado
de Minas, 16 de dezembro de 2011 - Primeiro Caderno
- Seção:
Política - Pág. 4
Deputados de Minas aprovam de reajuste a fim de farra
Projeto
que define aumento e data-base de servidores e o que proíbe
o mandato-tampão em Minas passaram em primeiro turno ontem e voltam à pauta
de votações hoje na Casa
Alice Maciel
Minas
está prestes a ser o primeiro estado no país a acabar
com o mandato-tampão. Foi aprovada em primeiro turno na Assembleia
Legislativa a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 8/2011, que prevê a proibição da posse de suplentes
de deputados estaduais no período de recesso parlamentar. De acordo
com a proposta, eles só serão convocados em caso de reunião
extraordinária. Depois de muita discussão os deputados
mineiros aprovaram, ainda na reunião dessa quinta-feira, em primeiro
turno, o Projeto de Lei 2.571/11, do governador do Estado, que prevê reajustes
salariais de 5% para os servidores do estado, em outubro e em abril de
2012, além de fixar o dia 1º de outubro de cada exercício
como a data-base para a concessão do reajuste geral dos vencimentos.
As propostas voltam hoje à pauta em segundo turno.
Entre 14 projetos na pauta de hoje, será votada a emenda de
autoria do Deputado Délio Malheiros (PV) revogando a lei que permite
a permuta de titulares de cartórios. Para que ela seja aprovada,
será necessário um acordo entre os líderes da Casa.
A expectativa do deputado é de que um acordo seja fechado hoje.
A emenda foi apresentada ao Projeto de Lei 2391/11, aprovado nessa quinta-feira
em primeiro turno, que concede adicional de insalubridade e periculosidade
a servidores do Tribunal de Justiça Militar.
O PEC do mandato-tampão recebeu 51 votos favoráveis nessa
quinta-feira, e a expectativa é de que seja aprovada no segundo
turno. Este ano, oito suplentes substituíram os políticos
que deixaram o mandato para ocupar cargos no Executivo do estado (veja
quadro). Mesmo sem sessão plenária nem reuniões
de comissão temática, os deputados que assumem o mandato-tampão
têm direito a contratar funcionários para o gabinete, verba
indenizatória de R$ 20 mil e ainda a um salário de R$ 20.042,35.
A estimativa do autor do projeto, deputado Ulysses Gomes
(PT), é de
que o custo seja de aproximadamente R$ 100 mil por deputado. A assessoria
da Assembleia informou que o gasto com os oito suplentes com mandato-tampão
chegou este ano a R$ 664 mil. Segundo o petista, os parlamentares devem
apresentar emenda para que o suplente tome posse, mas sem direito à estrutura
de gabinete ou ao salário.
O projeto que muda a política remuneratória dos servidores,
depois de ter recebido muitas críticas da oposição,
passou no plenário em primeiro turno, na reunião extraordinária
que durou até as 22h. Entre os principais pontos do PL 2.571/11,
estão a fixação de data-base para revisão
geral dos salários do funcionalismo e a concessão de reajustes
de 5% para diversas carreiras, em outubro de 2011 e abril de 2012. Os
recursos para a concessão de gratificações, quinquênios,
adicionais de desempenho, promoções e progressões
de carreira e a própria revisão anual de salários
serão calculados com base na variação da receita
tributária do Estado. A oposição, que questiona
a constitucionalidade da proposta, defende que os servidores civis e
militares tenham políticas remuneratórias diferentes.
Votações
Os deputados chegaram nessa quinta-feira a um acordo
para votar os 24 projetos da pauta, depois de três dias de obstrução.
Foram aprovados os 11 projetos do governo do estado. Além da proposta
que muda a política remuneratória de servidores, os deputados
aprovaram o projeto de lei que autoriza a abertura de crédito
suplementar ao Orçamento em favor do Ministério Público
e a proposta que prevê a cooperação com os municípios
na construção e administração de distritos
industriais.
Os deputados mineiros também aprovaram o projeto de Lei Complementar
(PLC) 18/2011 que cria a Agência de Desenvolvimento da Região
Metropolitana do Vale do Aço e o PLC 22/2011 que institui o Regime
Próprio de Previdência e Assistência Social dos Servidores
Públicos.
O líder de governo, Luiz Humberto (PSDB), disse que houve um
acordo para que todos os projetos do Executivo sejam votados em segundo
turno até domingo. Segundo ele, o projeto que prevê o aumento
das taxas dos cartórios vai ficar para o ano que vem. “Finalizamos
a votação até domingo. Se não conseguirmos
votar tudo amanhã, faremos reuniões extraordinárias”,
acrescentou. Luiz Humberto observou ainda que a Lei Orçamentária
Anual (LOA) e o Plano Plurianual de Ação Governamental
(PPAG), aprovados nessa quinta-feira na Comissão de Fiscalização
Financeira e Orçamentária, serão votados hoje.
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