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O Tempo, 9 de junho de 2011 - Primeiro Caderno - Seção: Cidades - Pág. 25 Salários.Em assembleia ontem, PMs e bombeiros acataram proposta de aumento escalonado de 98,5% Militares aprovam reajuste Policiais civis cobram outras reivindicações e mantêm greve Policiais militares e bombeiros decidiram ontem pôr fim ao estado de greve. A categoria aprovou a proposta de 98,5% de reajuste escalonado, em seis vezes, até 2015. Policiais civis e agentes penitenciários não concordaram com a oferta do governo do Estado e anunciaram, ainda ontem, greve por tempo indeterminado. A categoria militar acatou a decisão após o governo melhorar a proposta original de reajuste, que era de 97% de aumento até 2015, com salário de R$ 4.021. Com o índice de 98,5%, o salário de um soldado em início de carreira será de R$ 4.098 daqui a quatro anos. A primeira parcela do aumento escalonado, que seria de 7% em dezembro, passou para 10%, índice antecipado para outubro próximo. Para o vice-presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra), cabo Marco Antônio Bahia Silva, a mudança nos pagamentos dos reajustes atende ao pedido da categoria. "Mesmo de forma escalonada, conseguimos que o governo antecipasse o pagamento e melhorasse a primeira parcela de reajuste", disse. Para policiais civis e agentes penitenciários, a mudança privilegiou os interesses apenas dos militares e, por isso, foi rejeitada. "Pedimos que os vencimentos de escrivães e investigadores fossem equiparados aos dos peritos. Além disso, queremos a igualdade do piso dos delegados com o que é recebido pelos promotores públicos e melhores condições de trabalho. Até agora, o governo não entra em negociação", disse o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado (Sindipol), Denilson Martins. Os policiais também pedem a realização de concurso público. "Vamos continuar com escala de trabalho em 50%, até que o governo proponha a abertura nas negociações", afirmou Martins. Ontem, policiais civis, militares e servidores do Corpo de Bombeiros realizaram assembleias simultâneas na capital para avaliar a proposta salarial do governo. Anteontem, foi a vez dos delegados de polícia demonstrarem insatisfação com os rumos das negociações. A categoria ameaça retirar das delegacias os presos detidos irregularmente e encaminhá-los às penitenciárias. Professores do Estado decidem parar por tempo indeterminado A greve também será mantida por tempo indeterminado pelos professores da rede estadual de educação. A decisão foi tomada ontem em reunião da categoria na Assembleia Legislativa. De acordo com o sindicato da categoria, a greve é uma resposta à falta de negociação do governo de Minas com os educadores. "Desde fevereiro deste ano, estamos negociando, mas, até agora, o governo não sinaliza a adoção do piso salarial nacional", disse o diretor do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Welshman Pinheiro. Segundo a Secretaria Estadual de Educação, o piso salarial nacional
de R$1.122 para a jornada de 24 horas já está sendo pago. A pasta
informou que está aberta ao diálogo. (GS) Passeata provoca 45 km de caos nas vias de BH Uma passeata feita por professores e policiais civis pelas principais ruas do centro de Belo Horizonte ontem, no fim da tarde, após as assembleias das categorias, parou o trânsito da cidade. Ao todo, foram registrados 45 km de congestionamento. De acordo com a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), os reflexos da manifestação foram sentidos nas avenidas Antônio Carlos, Cristiano Machado, Pedro II e Amazonas, nos dois sentidos das vias. Partindo de pontos diferentes em direção à praça Sete ? os policiais saíram da praça da Liberdade e os professores, da Assembleia Legislativa ?, os manifestantes causaram um nó que travou o tráfego nas ruas do entorno da região Centro-Sul. Os carros não conseguiam sequer se movimentar. Vários pedestres ficaram perdidos nos pontos de ônibus. "Meu ônibus para na Afonso Pena. Agora não sei para onde eu vou", disse, aflita, a estudante Rebeca Santos, 17. Para fugir do caos no trânsito, motoristas trafegaram pela contramão a fim de evitar os enormes congestionamentos. "Eles têm o direito de manifestar e, a gente, de respeitar a greve, mas sem atrapalhar todo o trânsito", disse o representante comercial Alberto Cardoso, 32. (GS)
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