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O Tempo, 28 de maio de 2011 - Primeiro Caderno - Seção: Economia - Pág. 13 Arrecadação Ritmo de alta da receita do Estado vai cair Minas arrecadou 16,95% a mais nos quatro primeiros meses do ano As medidas macroprudenciais do governo
federal para conter a inflação,
que englobam restrições ao crédito e aumento da taxa de
juros, já estão tendo impacto nos cofres públicos, conforme
o secretário de Estado da Fazenda (SEF), Leonardo Colombini. "Ainda
não fechamos todos os número de maio. Entretanto, os indicativos
são de queda na receita, fruto da redução do movimento
econômico. Afinal, os impostos provém do consumo e se este diminuiu,
logo, a receita também". Apesar do imposto, a receita do Estado
cresceu significativamente no ano. No intervalo de maio de 2010 a abril de
2011, a alta foi de 16,95%, patamar que não deve se manter nos próximos
meses. "A média do ano deverá ser de alta de 12%",
diz. A projeção é menor que o incremento verificado em
2010 frente o exercício anterior, quando a receita tributária
cresceu 18%. Colombini observa que na análise dos números do
ano passado deve ser levada em consideração a base de comparação. "Em
2009, havia o efeito crise", diz. Foram R$ 34,773 bilhões no acumulado
dos últimos 12 meses vencidos no primeiro quadrimestre de 2011, enquanto
que em igual período do ano anterior o valor contabilizado foi de R$
29,733 bilhões.
Sem receita para reajuste de pessoal Apesar das manifestações por melhores salários, os funcionários públicos do Estado não devem ter reajustes salariais, já que o governo mineiro atingiu os limites de gastos. "A Fazenda não analisa só o limite, olha as condições, se é sustentável fazer os pagamentos", diz o secretário de Estado da Fazenda (SEF) Leonardo Colombini. O Estado tem 390 mil funcionários. Ele afirma que algumas categorias de servidores terão aumento no seus rendimentos graças aos bônus de produtividade estabelecido pelo Estado e que neste ano pagará cerca de R$ 400 milhões, valor maior do que foi pago no ano passado. (JG) |