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Tempo, 19 de maio de 2011 - Primeiro
Caderno - Seção:
Economia
- Pág. 9
Concursados.Para
estancar a sangria da Previdência,
solução seria teto para servidores
Idade
mínima para se aposentar pode ser 65
Ministro
propõe que quem já trabalha possa optar
entre modelo novo e atual
Brasília. O ministro da Previdência Social, Garibaldi
Alves Filho, sugeriu ontem, em audiência na Comissão
de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, a fixação da idade
mínima de 65 anos para aposentadoria.
A nova faixa etária valeria somente para quem entrar no mercado
de trabalho a partir de agora. O ministro também propôs
a utilização da fórmula 85/95 (entenda no quadro
ao lado) para quem já está no mercado de trabalho.
Garibaldi Alves sugeriu aos senadores
a implantação
de uma idade mínima progressiva. Segundo a Previdência,
seria estabelecida uma idade mínima um pouco acima da média
atual de idade de aposentadoria e a cada dois anos, essa idade mínima
de aposentadoria aumentaria um ano, até chegar aos 65.
A proposta prevê ainda que os trabalhadores já em atividade
poderiam, por um determinado período, optar pelo modelo atual
ou por essa nova proposta. O novo modelo possibilitaria a aposentadoria
antecipada mediante um desconto fixo.
Atualmente, o trabalhador pode se
aposentar com qualquer idade, contanto que tenha um tempo de contribuição
de 30 anos, no caso das mulheres, e 35, no caso dos homens.
Contudo, devido ao fator, quanto
menor é a idade do segurado,
menor é o valor do benefício.
Também existe a possibilidade
de aposentadoria por idade: 60 anos para mulheres e 65 para homens.
"O fator previdenciário funciona mais para
reduzir o valor do beneficio do que para adiar a aposentadoria. Nós
propomos duas alternativas: a implantação de uma idade
mínima
progressiva e uma idade mínima para quem entrar no mercado
de trabalho", afirmou Garibaldi Alves Filho.
Servidores
públicos. O ministro da Previdência fez ainda
um apelo para que a Câmara dos Deputados aprove o projeto de
lei que cria a Previdência Complementar dos Servidores Públicos
Federais. Garibaldi ressaltou a necessidade de se mudar as regras
do regime de aposentadoria dos servidores públicos como uma
das formas de "estancar a sangria" da Previdência.
Segundo dados apresentados pelo
ministro, atualmente a Previdência
Social tem déficit aproximado de R$ 52 bilhões por
ano - arrecada R$ 22,7 bilhões e gasta R$ 73,9 bilhões.
O déficit é oriundo do pagamento de R$ 44 bilhões
em benefícios para 28,3 milhões de trabalhadores da
iniciativa privada e R$ 52 bilhões pagos para apenas 950 mil
servidores públicos federais aposentados. "Os servidores
públicos não têm teto. Para eles, o céu é o
limite", disse.

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