O Tempo, 15 de abril de 2011 - Primeiro Caderno - Seção: Política - Pág. 4

Minas Gerais .Antonio Anastasia promete centrar esforços na implantação da terceira fase do choque de gestão

Balanço de cem dias de governo não traz surpresas

No balanço dos cem primeiros dias da gestão do governador Antonio Anastasia, apresentado ontem, não consta nenhum grande projeto ou obra. A ideia de um governo de continuidade foi reafirmada por Anastasia. Segundo ele, os cem primeiros dias de sua nova gestão foram dedicados a introduzir a terceira fase do chamado choque de gestão, implantado desde 2003 pelo ex-governador Aécio Neves.

De acordo com Anastasia, as duas primeiras etapas serviram para reduzir o custeio da máquina e implantar metas por meio do programa Estado para Resultados. Agora, o modelo Gestão para a Cidadania busca aproximar o cidadão da administração estadual. "Nestes primeiros cem dias deste segundo mandato, nós temos desenvolvido um trabalho harmônico, especialmente nos programas sociais que nós estamos lançando", avaliou o tucano.

Ele destacou a implantação de programas que foram promessas de campanha, como o Professor da Família e o Porta a Porta. "Nós vamos de casa em casa para fazer uma vistoria mais detalhada do que o próprio Censo no que se refere às necessidades de cada família", explicou Anastasia.
Dentre os avanços do governo, Anastasia destacou a redução do número de casos de dengue em 81%, na comparação com o mesmo período do ano passado e o aumento de 77% no volume de recursos para o transporte de alunos da zona rural.

Metas. Anastasia e os secretários assinaram ontem documentos com metas para serem cumpridas até o final do ano. Uma das prioridades, segundo o governador, é atrair R$ 25 bilhões em investimentos privados para garantir a geração de postos de trabalho. "Criar emprego significa criar um ciclo virtuoso. A pessoa empregada melhora a saúde, consome mais e aumenta a receita do governo", justificou.

Outras metas acordadas ontem foram a redução da mortalidade infantil para 13,7%, a redução de 5,82% na taxa de crimes violentos e a pavimentação do acesso a 96,2% dos municípios.