|
O
Tempo, 13 de abril de 2011 - Primeiro
Caderno - Seção:
Política
- Pág. 4
Falhas.
Representações apontam
problemas em processo de licitação
Oposição
quer que TCE investigue Executivo
Prestação
de contas nas áreas de educação
e saúde também são alvos
Deputados que integram o bloco de oposição na Assembleia
entregaram ontem ao presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE),
Antônio Carlos Andrada, duas representações contra
o governo do Estado. A oposição acusa o Executivo de irregularidades
em licitações e falhas em sua prestação
de contas.
O primeiro pedido de análise foi em relação a um
processo licitatório feito para utilização do edifício
do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais
(Ipsemg). Segundo o deputado Carlin Moura (PCdoB), o edital elaborado
pelo governo foi direcionado à empresa vencedora. "O primeiro
edital foi publicado em todos os jornais, mas eles resolveram ampliar
o prazo. Porém publicaram a nova data em apenas um jornal, afastando
todos os outros interessados no processo, e apenas uma empresa participou
da licitação", criticou.
Outro fato questionado é o valor que será pago mensalmente
pela empresa vencedora. "O prédio fica em uma área
nobre da capital, é um edifício inteiro, (o preço)
não pode ser só R$ 15 mil. Queremos a suspensão
de todas as licitações", afirmou Antonio Júlio
(PMDB).
Os deputados também pedem ao TCE que analise a prestação
de contas do governo. Segundo Moura, os recursos para saúde e
educação estariam abaixo do defino na lei. "O governo
declarou que investiu 25% do orçamento em educação,
mas incluiu despesas com previdência e funcionários desviados
de sua função. Na saúde, computou despesas com saneamento".
Resposta
Governo
rebate acusação de bloco oposicionista
Em resposta às representações apresentadas ontem
pela oposição, a Superintendência de Comunicação
do governo de Minas informou que o processo licitatório do edifício
do Ipsemg ocorreu dentro da lei e confirmou que apenas o consórcio
JHSF Fasano apresentou proposta para construção de um hotel
no local. Além disso, segundo a superintendência, o prazo
para contestação da licitação terminou em
25 de março, e nenhuma empresa recorreu do procedimento.
Em
relação à prestação de contas do
governo, foi informado que o Estado seguiu as determinações
da legislação, cumprindo a aplicação de 25%
da receita em educação. Sobre as despesas com saúde,
o governo reitera que, investiu 15,44% da receita na área? valor
cima dos 12% previstos em lei. Sobre a inclusão de despesas com
saneamento, o governo alega que segue a Constituição. (Da
Redação)
|