O Tempo, 11 de fevereiro de 2011 - Primeiro Caderno - Seção: Leitor - Pág. 20

Salário

Ivone Maldonado Gama

Falta, realmente, a nós brasileiros a reação necessária aos acontecimentos do dia a dia: aumento de 61,8% para deputados e senadores e, em consequência, a membros dos Poderes Executivo e Judiciário; pagamentos de propina; desvios de verba; obras superfaturadas; aposentadorias para quem exerce um cargo por apenas nove dias. Tudo isso foi retratado e comprovado, mas não assistimos à conclusão desses casos. Será que isso não é tão ou mais grave do que a sonegação de impostos? Por que, na hora de corrigir o salário do servidor público, do professor e do inativo, que contribuiu por 35 anos para se aposentar, o Estado não tem recursos financeiros?

Jorge Lopes Mendes

O pagamento aos servidores da área da educação, por meio de um subsídio, foi a maneira que o governo estadual encontrou para camuflar o salário básico do servidor. No caso das serventes escolares, o subsídio de R$ 770,09 (Grau E) corresponde ao piso de R$ 452,48. No caso do professor com 30 anos de carreira, o subsídio de R$ 1.238,48 corresponde ao piso de R$ 866,93. Quando se trata de reajuste para os servidores, o governo estadual invoca a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não pode ultrapassar os limites estabelecidos. No entanto, ao criar 1.314 cargos em comissão (nomeados sem concurso), ou quando discute o reajuste dos deputados, esquecem-se os limites impostos pela lei.