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Hoje
em Dia, 4
de maio de 2011
- Primeiro Caderno - Seção:
Economia - Pág. 11
Anastasia
não reduz ICMS da energia elétrica
O
preço da energia afasta investimentos do Estado
Bruno Porto - Enviado Especial - 4/05/2011 - 03:45
O governador de Minas, Antonio Anastasia, afastou a possibilidade
de Minas Gerais reduzir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias
e Prestação de Serviços (ICMS) que incide sobre
a energia elétrica como forma de reduzir os custos da energia.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
(Mdic), Fernando Pimentel, afirmou na semana passada que o governo federal
vai preparar um conjunto de medidas para baratear a energia para alguns
setores da indústria e do comércio. O alto preço
da energia elétrica, uma das mais caras do mundo, conforme o ministro,
somado a valorização do real, tem enfraquecido o setor
industrial brasileiro. Para o governador, em Minas Gerais o custo da
energia já é reduzido a partir de desoneração
de ICMS. "Uma grande gama de famílias já não
paga o ICMS, aqueles de menor consumo".
Ele disse que vai aguardar quais são as medidas propostas pelo
governo federal. O ministro Pimentel aventou a possibilidade de os estados
reduzirem o ICMS, mas de forma escalonada para amenizar o impacto nos
cofres públicos. O ICMS é o principal tributo arrecadado
no Estado e a maior fonte de receita do governo estadual. O recolhimento
de ICMS sobre a distribuição de energia e somou, em 2010,
R$ 2,452 bilhões.
O preço da energia afasta investimentos do Estado. No ano passado,
o presidente da Votorantim Metais, João Bosco Silva, afirmou que
a empresa construiu uma unidade de zinco no Peru e não em Minas
Gerais, onde estão situadas as minas da companhia, em decorrência
da perda de competitividade gerada pelo alto preço da energia
elétrica.
O governador Antonio Anastasia também autorizou novos investimentos
para o desenvolvimento de pesquisas na área da biotecnologia animal
e vegetal. O Governo de Minas e a Prefeitura de Uberaba assinaram protocolo
de intenções que prevê recursos de R$ 13,1 milhões
para a implantação de um condomínio de empresas
especializadas em biotecnologia, com o objetivo de consolidar o Parque
Tecnológico de Uberaba.
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