Hoje
em dia, 15
de fevereiro de 2011 - Primeiro Caderno -
Seção:
Política - Pág.
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Dinis Pinheiro defende lei que mudou forma de repasse
de recurso
O projeto foi proposto pelo presidente da Assembleia Legislativa e entrou
em vigor em 2011
Ricardo Rodrigues - Editor-Adjunto - 14/02/2011 - 21:53
Motivo de queixa dos prefeitos das cidades que vão perder receita
por conta dos novos critérios de distribuição dos
recursos, o “ICMS Solidário” foi defendido nessa segunda-feira
(14) pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Dinis Pinheiro
(PSDB), autor da proposta.
“
Na vida pública, você só é nobre quando percorre
o caminho da fraternidade e da solidariedade. Apresentei o projeto na
Casa, há dez anos, e sua entrada em vigor agora beneficia 15 milhões
de mineiros em 730 cidades”, afirmou.
A lei mudou a forma de repasse dos recursos arrecadados
com o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Com a mudança, dos 853 municípios mineiros, os 176 mais
industrializados vão perder R$ 265,9 milhões, que serão
repassados para 677 cidades. Entre os que mais vão perder receita
estão Betim, Ipatinga e Timóteo. Na lista dos que mais
vão ganhar, Sete Lagoas, BH e Mariana.
Segundo o deputado, o ICMS Solidário é um pequeno exemplo
da Assembleia Legislativa para o Brasil sobre como enfrentar desigualdades
regionais. “Aqueles que estão esperneando deveriam visitar
Ribeirão das Neves, Pavão, Teófilo Otoni e outras
cidades mais carentes”, destacou Dinis, que na segunda-feira visitou
a diretoria do Hoje em Dia ao lado dos deputados George Hilton e Gilberto
Abramo.
A nova legislação alterou a distribuição
de parcela do imposto pertencente às prefeituras e estabeleceu
o repasse maior de recursos às cidades com baixo índice
de ICMS per capita. De acordo com a lei, foram criados seis novos critérios
para a distribuição do ICMS, o que diminuiu a parcela devida
a Betim, Ouro Preto, Timóteo, Ipatinga e outros municípios.
Os prefeitos prejudicados defendem que o Estado, detentor de 75% do ICMS
arrecadado, faça a divisão dos recursos de forma a melhorar
a situação dos municípios menores por meio de
medidas de longo prazo, além da implantação de
novas atividades econômicas nessas localidades. A Associação
Mineira dos Municípios pediu audiência com o governador
Antonio Anastasia para tratar do assunto.
Meta é desenvolvimento sustentável
Deputado em quinto mandato, o presidente da Assembleia
Legislativa de Minas, Dinis Pinheiro (PSDB), defendeu na segunda-feira
que a busca
pelo desenvolvimento sustentável depende de análise criteriosa
a respeito da legislação ambiental. Segundo ele, a Assembleia
vai promover essa discussão com vistas a definir um novo marco
para a mineração no Estado.
O debate deve ser um dos pontos altos do Fórum Democrático
para o Desenvolvimento de Minas Gerais, que começa nesta terça-feira
(15) e vai até dia 24, na Assembleia, reunindo lideranças
empresariais, especialistas e autoridades.
“O
papel da Assembleia é intermediar os conflitos entre o Estado
e a sociedade, aliando o desenvolvimento à preservação
ambiental”, afirmou o tucano.
Ele disse estar “orgulhoso do empenho, dedicação
e denodo” dos parlamentares na aprovação do ICMS
Solidário, destacando o papel desempenhado pelo ex-presidente
da Casa, o vice-governador Alberto Pinto Coelho.
Pinheiro reconhece que é um “avanço pequeno, diante
das dificuldades dos municípios, alguns muito ricos, e a maioria
muito pobre”. Os mais afetados pela nova lei são aqueles
em que a economia está vinculada aos setores de mineração,
siderurgia e metal-mecânico.
“Por
que Betim tem direito à escola em tempo integral, hospital
e muito mais, e Ibirité não tem?”, indagou o presidente
da Assembleia, durante visita ao Hoje em Dia. Ele foi recebido, em almoço,
pelo presidente do Hoje em Dia, Sidney Costa.
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