Hoje
em dia, 15
de fevereiro de 2011 - Primeiro Caderno -
Seção:
Minas - Pág.
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Fazenda
cruza dados e fecha cerco aos motoristas ‘fujões’
Juiz-foranos
que transferiram carro para outro estado por IPVA menor devem legalizar
situação
Da Sucursal da Zona da Mata - 14/02/2011 - 19:28
JUIZ
DE FORA - A tentação de pagar a metade do Imposto
Sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) tem levado motoristas
mineiros, de regiões vizinhas ao Espírito Santo, a transferirem
o licenciamento dos automóveis para o estado capixaba. Um levantamento
da Superintendência da Regional da Fazenda (SRF) de Juiz de Fora
aponta que, em 2010, 2.400 veículos foram emplacados do outro
lado da divisa, embora os proprietários permaneçam residindo
na Zona da Mata.
“
Estamos apenas no início dos trabalhos”, revelou o superintendente
da Receita Estadual na cidade, Marcus Dutra Abib. De acordo com ele,
somente em Juiz de Fora 1.054 automóveis encontram-se irregulares.
Os motoristas querem aproveitar que o IPVA capixaba custa a metade do
valor cobrado em Minas. Enquanto no território mineiro o imposto é calculado
sobre 4% do valor do carro, no Espírito Santo a alíquota é de
2%. Para um veículo avaliado em R$ 50 mil, a transferência
proporciona uma economia de R$ 1 mil.
“
As pessoas precisam comprovar que residem no Espírito Santo”,
explica Marcus Dutra Abib. De acordo com ele, a Receita Estadual chegou
até os motoristas por meio de cruzamento de dados da declaração
do Imposto de Renda e da Justiça Eleitoral.
Os
números levantados pela SRF não levam em conta, porém,
os proprietários que, ao adquirirem um veículo novo, emplacaram
o automóvel diretamente no Espírito Santo, sem passar pelo
processo de transferência. “Numa outra etapa, eles serão
investigados a partir do cruzamento de dados das concessionárias”,
avisa o superintendente Regional da Fazenda.
De
acordo com ele, os motoristas terão 15 dias para apresentar
a defesa. Se não comprovarem residência no estado vizinho,
deverão transferir os veículos para Minas, pagando os IPVAs
desde o ano da transferência para o Espírito Santo. “Se
ainda persistirem, encaminharemos as informações ao Ministério
Público”, ressalta o superintendente.
Caminho
de volta pode custar até R$
190
Um
despachante, que não quis se identificar, revelou que três
clientes procuram seus serviços para fazer o caminho de volta
após a Receita Estadual fechar o cerco. Segundo ele, a transferência
para Minas leva até quatro dias e pode custar até R$ 190,
dependendo do ano do emplacamento do veículo. “Eles estão
preocupados”, disse o despachante.
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