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Diário
do Comércio, 5
de maio de 2011 - Primeiro Caderno -
Seção:
Eonomia - Pág.
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Governo
pode desonerar consumo de energia e gás
Brasília - O governo está estudando medidas para desonerar
o consumo de energia elétrica e gás natural, com o objetivo
de aumentar a competitividade da indústria nacional. A informação
foi dada ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, na reunião
do Grupo de Avanço da Competitividade (GAC). Ele, no entanto,
não deu prazo para o anúncio das medidas.
Segundo
empresários que participaram do encontro, o benefício
deve atender a pequenos e grandes consumidores, e não seria destinado
apenas à indústria. O ministro, no entanto, não
detalhou se a desoneração seria aplicada apenas a empresas
ou se também teria impacto nas contas de luz dos consumidores
residenciais. "Um grupo de trabalho ainda será criado para
discutir o assunto", disse o presidente da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade.
"A redução seria para pequenos e grandes consumidores
e tem como objetivo tornar a indústria mais competitivaõ,
disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria
de Materiais de Construção (Abramat), Melvyn Fox. Segundo
ele, a desoneração abrangeria apenas tributos federais,
porque a negociação com os estados seria mais complicada.
"A diminuição do mposto sobre a Circulação
de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) precisaria
ser discutida pelo Confaz ÁConselho Nacional de Política
Fazendária", disse Fox. Cobrado pelos estados, o ICMS é o
imposto de maior impacto sobre o preço da energia.
Os
empresários foram informados que o governo adiou a exigência
de qualidade técnica de produtos industrializados importados,
anunciada na última reunião do GAC, em março.
Segundo
Fox, os representantes do governo explicaram que o Instituto Nacional
de Metrologia (Inmetro) não tem pessoal suficiente para
fazer a fiscalização dos produtos que desembarcam no Brasil.
Na última reunião do GAC, o governo tinha anunciado que
exigiria dos produtos industriais importados o cumprimento dos mesmos
padrões de qualidade técnica aplicados aos produtos brasileiros
vendidos no exterior. A fiscalização seria feita pelo Inmetro
e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
para prevenir a entrada de produtos importados de baixa qualidade, que
competem com similares nacionais.
Para
acelerar a implementação da medida, os empresários
sugeriram que o governo aproveite funcionários capacitados pelo
Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat, do Ministério
das Cidades. O projeto tem como objetivo melhorar a qualidade dos materiais
de construção e das moradias e, de acordo com representantes
do setor privado, poderia ser estendidos a outros produtos. (ABr)
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