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Diário
do Comércio, 19
de maio de 2011 - Primeiro Caderno -
Seção:
Legislação&Tributos - Pág.
25
Arrecadação
em Minas cresceu 13,6% em abril
No
primeiro quadrimestre, aumento foi 14,5% em relação
a 2010.
LEONARDO FRANCIA.
Apesar de
a arrecadação estadual ter caído 1,8%
em abril (R$ 2,880 bilhões) na comparação com a
de março (R$ 2,933 bilhões), a receita gerada pelo pagamento
de impostos e contribuições em Minas neste ano continua
acima dos patamares de 2010. Em relação ao mesmo mês
daquele exercício, quando o recolhimento somou R$ 2,533 bilhões,
a alta foi de 13,6%.
Na comparação do primeiro quadrimestre contra o mesmo
período de um ano antes, a elevação das divisas
geradas pela arrecadação estadual é mais forte.
Nesta base de confronto, foram R$ 12,432 bilhões sobre R$ 10,861
bilhões, acréscimo de 14,5%. Os dados foram divulgados
ontem pela Secretaria de Estado da Fazenda (SEF).
Somente
com a receita tributária, os cofres públicos do
Estado receberam R$ 2,745 bilhões em abril, mesmo patamar verificado
no mês anterior e que representou praticamente 95% do total. No
quadrimestre, a receita gerada com o pagamento de tributos somou R$ 11,864
bilhões, 14,8% a mais que os R$ 10,330 bilhões registrados
em iguais meses de 2010.
O recolhimento
do Imposto sobre Circulação de Mercadorias
e Prestação de Serviços (ICMS) rendeu R$ 2,439 bilhões
aos cofres estaduais em abril, ante R$ 2,208 bilhões em março,
evolução de 10,5%. Frente ao montante recolhido em igual
mês um ano antes (R$ 2,130 bilhões), o avanço foi
de 14,5%.
Entre janeiro
e abril, o ICMS totalizou receita da ordem de R$ 9,086 bilhões, crescimento de 14,6% em relação ao total
arrecadado com o imposto no mesmo período de 2010 (R$ 7,927 bilhões).
A arrecadação do ICMS gerou 73% da receita estadual total
do quadrimestre.
O pagamento
do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores
(IPVA) em abril totalizou R$ 146,130 milhões em receita para o
caixa público, 63,7% abaixo dos R$ 403,302 milhões recolhidos
um mês antes. Em relação a igual intervalo de 2010
(R$ 126,514 milhões), entretanto, houve alta de 15,5%.
O IPVA gerou
R$ 2,109 bilhões para o tesouro do Estado nos quatro
primeiros meses de 2011 contra R$ 1,840 bilhão no acumulado dos
mesmos meses do ano anterior, expansão de 14,6%. A arrecadação
do imposto respondeu por 17% do recolhimento total do período.
O pagamento
de débitos relativos à dívida ativa
do Estado totalizou R$ 7,876 milhões no quarto mês deste
ano, 19,4% a menos que no período imediatamente anterior (R$ 9,770
milhões). Já no confronto com o montante registrado em
abril de 2010 (R$ 13,767 milhões), o recuo foi mais forte, neste
caso de 42,8%.
No acumulado
do ano, a cobrança da dívida ativa estadual
já somou arrecadação de R$ 40,650 milhões,
montante 34,5% menor do que os R$ 62,023 milhões referentes aos
pagamentos de débitos no mesmo quadrimestre de 2010.
ICMS: estados
apoiam redução
Brasília - A maioria dos governadores das regiões Sul
e Sudeste é favorável à redução da
alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias
e Prestação de Serviços (ICMS) para produtos importados.
Os governadores dessas regiões participam ontem de reunião
com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
O ministério estuda um projeto de lei para equilibrar a cobrança
de ICMS para importados nos estados e, assim, evitar a chamada "guerra
fiscal" entre as unidades da Federação. A ideia é reduzir
o imposto gradualmente, até chegar a 2% em 2014. Atualmente a
alíquota é de 12%.
Para o governador
de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), a reforma
busca simplificar o modelo tributário atual. Ele opina que as
propostas apresentadas não podem privilegiar um Estado em detrimento
do outro.
"Não é impor perdas para um e ganhos para outros,
ela deve ser neutra. Desde que haja compensação para quem
perde arrecadação, não há problema. Mas não é possível
você impor perda de arrecadação para vários
estados", afirmou.
Alckmin
disse ainda ser favorável à proposta do governo
de reduzir o imposto gradualmente até 2%. "Nós somos
favoráveis à diminuição da alíquota
interestadual no caso dos importados, a pior guerra é a dos importados,
que é contra a industria nacional", declarou.
O vice-governador
de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, defendeu que, caso haja alguma
redução, ela não seja feita
de imediato. "Não queremos que haja movimento abrupto. Isso
não pode acontecer em dois, três ou quatro anos. Achamos
que o período mínimo é de dez anos. Acho que 2%
trará prejuízo importante para Santa Catarina, mas nós,
tendo dez anos, podemos nos organizar", disse.
O governador
do Paraná, Beto Richa, afirmou que o Estado quer
analisar as medidas compensatórias que o governo vai apresentar. "Temos
que ver as conseqüências e as medidas compensatórias,
para que os estados não percam recursos. Tendo medidas compensatórias,
acho que é algo que dá pra discutir", disse.
Participam
da reunião os governadores de Minas Gerais, Antonio
Anastasia, Renato Casagrande (ES), Sérgio Cabral (RJ), Geraldo
Alckmin (SP), Beto Richa (PR), Tarso Genro (RS) e o vice-governador de
Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira.
De acordo
com a proposta do governo, nos estados onde se cobram 12% de ICMS o
imposto cairia para 8% em 2012, 4% em 2013
e, finalmente, para
2% em 2014. Já nos estados onde a cobrança do ICMS é de
7%, o tributo cairia para 4% em 2012 e para 2% em 2014. (FP)
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