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Diário
do Comércio, 15 de julho de
2011 - Primeiro Caderno - Seção:
Legislação - Pág.
26
ICMS:
estados pedem mudanças
Brasília
- Em conversa com a presidente Dilma Rousseff, os governadores do Centro-Oeste
pressionaram ontem para que o Ministério da Fazenda refaça
a proposta de mudança na alíquota do Imposto sobre Circulação
de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) que
está sendo apresentada aos estados.
Os governadores defenderam alíquota de 7% no destino para os
estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e de 2% para
os estados das regiões Sul e Sudeste. O governo quer encaminhar
ao Congresso uma proposta que estabeleça a cobrança do
ICMS no destino de 4%.
Eles ainda colocaram como exigência para a mudança do imposto
um fundo de compensações para investimentos em saúde
e educação, por exemplo. Os governadores evitaram dizer
se os números lançados por eles foram bem recebidos pelo
Planalto.
Sem identificar uma disposição do governo em aceitar sua
proposta, os governadores do Centro-Oeste passaram a defender compensações
para as perdas que venham a ocorrer.
Segundo o governador Silval Barbosa (Mato Grosso), é preciso
fechar um cálculo que não prejudique os estados menos industrializados
a avançar. "Alíquota zero no ICMS seria um desastre.
Para nós, 4% já é aceitável se tiver fundo
de compensação. Essa é uma medida para não
afugentar as empresas para os estados mais desenvolvidos."
O governador André Puccinelli (Mato Grosso do Sul) reforçou
o discurso. "Essa é a proposta mais aceita e conta com aval
do Norte, Nordeste e Centro-Oeste."
Os governadores ainda cobraram que o Planalto anuncie
um novo indexador para a dívida dos estados com a União. Segundo eles, atualmente,
o governo utiliza o Índice Geral de Preços - Disponibilidade
Interna (IGP-DI) mais 6%, com comprometimento de 15% da receita para
a região. A proposta é o uso do Índice de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 2%, com comprometimento de 9% da receita.
A presidente não deu prazo para fechar uma proposta.
Assim como os governadores do Nordeste, os do Centro-Oeste formaram
um bloco para discutir seus interesses com o governo federal. (FP)
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