Hoje em Dia, 11 de março de 2010 - Primeiro Caderno - Seção: Políticas - Pág. 2

FUNCIONALISMO

Aécio anuncia reajuste antes de deixar cargo

Planejamento estuda benefício, que será diferenciado
DENISEMOTTA
REPÓRTER

O Governo do Estado prepara Projeto de Lei (PL) de reajuste para servidores. A expectativa é de anunciar o projeto antes do dia 2 de abril, quando o governador Aécio Neves (PSDB) deixa o cargo para disputar as eleições.

O secretário de Estado de Governo, Danilo de Castro, informou que o governador já encaminhou a sua equipe econômica o pedido de um estudo para verificar a possibilidade de atender aos servidores no que diz respeito à recomposição salarial. O secretário declarou que as reivindicações podem não -ser integralmente atendidas, pois o Governo, segundo ele, precisa cumprir os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A LRF determina limites para gastos com pessoal, tendo como base a arrecadação do Estado.

Na terça, o governador sinalizou que, em breve, poderá atender parte de reivindicações salariais do funcionalismo. "Com relação à questão dos servidores, nós estamos estudando ainda obviamente, até o final deste mês, a possibilidade de alguns avanços, sempre premidos pela LRF e, obviamente, pela expectativa de receita que nós prevemos para este ano. Mas é possível que alguns avanços venham mesmo que não atendendo a expectativa e a demanda que eu gostaria firmemente de atender, mas, no limite das condições do Governo, eu gostaria de deixar ainda alguns gestos na direção dos servidores".

O líder de Governo na Assembleia, Mauri Torres (PSDB), disse que todo o sacrifício que o Estado "puder fazer, fará", para conceder o reajuste. Os servidores mineiros preparam uma manifestação por reajuste para o próximo dia 16. Conforme informações do diretor do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde) e da Coordenação Intersindical, Renato Barros, será a primeira manifestação na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, nova sede do Governo (Norte de BH). Ele disse que a recomposição salarial é variável para cada categoria. Reivindica também a isonomia salarial para cargos de funções iguais.

Governo avisa que reivindicações do funcionalismo não serão totalmente atendidas