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INFORME
SINDIFISCO-MG
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Nš 121
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13
de setembro de 2006
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MAIS
UM DIA DE MOBILIZAÇÃO DA CATEGORIA
Debate intenso e aprovação
de ações
judiciais na AGE
Na
manhã de ontem (12), o presidente do SINDIFISCO-MG,
Lindolfo Fernandes de Castro, esteve no curso de treinamento, promovido
pela SEF/MG, conclamando
os participantes – cerca de 100 fiscais, da capital e do interior do
Estado – a participar da Assembléia Geral Extraordinária
(AGE) na parte da tarde. Por coincidência, o local de realização
do curso era quase em frente ao auditório onde seria realizada a AGE,
portanto, bastava atravessar a rua.
Enquanto o Sindicato procurava mobilizar a categoria
sobre a importância
das questões que seriam debatidas na assembléia, colegas
da alta cúpula agiam no sentido inverso, inclusive ameaçando,
de forma velada, os fiscais de corte do ponto, caso deixassem o curso
e comparecessem à AGE. Mesmo assim, alguns colegas não
cederam à pressão e participaram da assembléia. “É lamentável
que, num momento delicado como esse, nossos colegas da alta cúpula
da SEF (SRH, Sufis e Subsecretaria da Receita Estadual), que ocupam
cargos comissionados, tenham esse tipo de postura”, avalia
a diretoria do Sindicato.
RESULTADO
DA ASSEMBLÉIA GERAL
Cerca de 180 fiscais, entre ativos e aposentados da capital e do
interior, participaram da assembléia geral do SINDIFISCO-MG
na tarde de ontem (12), além da diretoria e do advogado
Humberto Lucchesi, do nosso Departamento Jurídico.
Veja
as fotos da AGE
Na abertura da AGE, o presidente do SINDIFISCO-MG
destacou que a luta pela questão salarial continua prioritária, com
foco nas reivindicações que unam a categoria (política
salarial, vencimento, GEPI, piso e subteto), entretanto a alegação
do governo é que, por ser ano eleitoral, há limitações
legais (LRF e Lei Eleitoral). Frisou, ainda, a necessidade de se
reforçar a mobilização, pois, após as
eleições, as negociações serão
duras, e, para isso, a diretoria tem percorrido o Estado, organizando
a base, estimulando discussões e buscando a unidade da categoria.
O presidente informou, ainda, que o Sindicato havia
ajuizado, naquela manhã, mandado de segurança coletivo (distribuído
ao desembargador Caetano Levi Lopes), pleiteando ao apostilado o
direito de optar pela remuneração do cargo efetivo
acrescida de 20% da remuneração do cargo em comissão.
As
decisões
AÇÕES
JUDICIAIS: Após os questionamentos dos
presentes ao Departamento Jurídico e breve debate, a categoria
autorizou o ajuizamento de dois blocos de ações ordinárias
e/ou qualquer outra medida judicial: ? pela não aplicação
de qualquer tipo de sanção ao servidor que estiver
conduzindo veículo oficial ou que se negue a fazê-lo,
por não fazer parte de suas atribuições; ? para
o correto enquadramento e reposicionamento na nova Lei de Carreira.
DIÁRIAS/PACOTE
DE VIAGEM: A categoria decidiu que será reivindicado à Administração
primeiramente o estabelecimento de uma diária digna para o
Auditor Fiscal em viagem e, na seqüência, o direito do
servidor de optar pela diária ou pacote de viagem.
DIREÇÃO DE VEÍCULOS
OFICIAIS: Após
amplo debate sobre a questão, ficou claro que a categoria
não aceita sanção por dirigir veículos
oficiais. Devido à variedade de sugestões apresentadas
na AGE, ao final prevaleceu o consenso de que a diretoria do Sindicato
deverá acompanhar o desenrolar dos acontecimentos, promover
o debate em todo o Estado sobre a questão e, oportunamente,
convocar a categoria para nova deliberação sobre como
enfrentar o problema. A diretoria mantém a posição
de estabelecer um tempo para a Administração resolver
a questão e, caso isso não ocorra no prazo previsto,
a proposta é a de que os fiscais deixem de dirigir os veículos
oficiais.
O ponto central da assembléia foi a discussão sobre
a questão política envolvendo a direção
de veículos oficiais e suas conseqüências para
o Auditor Fiscal, situação que a cada dia se agrava
mais, conforme divulgado anteriormente (Comunicado da Diretoria nº 59/06
e Informe nº 116). Um dos mais graves acidentes ocorreu no ano
passado no Triângulo Mineiro, com dois colegas em diligência.
Atendendo ao chamado do Sindicato, o fiscal William
Alves Vasconcelos, da DF de Uberlândia, fez questão de comparecer à assembléia
e dar um depoimento corajoso e comovente sobre o acidente sofrido
por ele e um outro colega, em 23 de agosto de 2005, quando seguiam
em diligência para Ituiutaba, dirigindo veículo oficial.
Apesar do laudo do Inmetro ainda não ter sido concluído,
ao que tudo indica, o acidente foi provocado pelos pneus coreanos
do carro da Fazenda.
Durante o depoimento, William Alves relatou o longo
e difícil
período de convalescença, mencionando, inclusive, as
seqüelas físicas, além de expor os prejuízos
morais e financeiros a que foi submetido em decorrência do
acidente. Ao alertar para a gravidade da situação e
para o descaso da Administração, o depoimento sensibilizou
os colegas, não apenas pelo relato da dor e sofrimento provocados
pelo acidente, mas, também, pela constatação
de que todos os servidores estão expostos ao mesmo risco.
A seguradora do outro veículo envolvido nesse acidente encaminhou
notificação extrajudicial de cobrança aos colegas,
protocolada na SRH, que por sua vez repassou à SRF VIII, que
deu ciência aos servidores. O Estado havia iniciado o procedimento
de cobrança aos fiscais envolvidos no acidente, que foi suspenso
enquanto se aguarda a conclusão do laudo do Inmetro.
Debate
No
intuito de informar e estimular o debate nas unidades sobre
a questão, buscando uma solução urgente
para o problema, o SINDIFISCO-MG enviará amanhã (14/09)
aos colegas por e-mail, a íntegra do depoimento. |
Elaborado
pela Assessoria de Comunicação
do SINDIFISCO-MG
Valéria Mercadante/Marcela Souza
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