Ética e o futuro da Administração Tributária
O segundo painel da tarde fez uma análise da atual situação das Administrações Tributárias e visualizou possíveis futuros. As palestras foram proferidas pelo professor e escritor Antônio Lopes de Sá, pelo fiscal de rendas de São Paulo e deputado federal, João Eduardo Dado (PDT), e pelo representante do Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários, Eudaldo Almeida. O professor Antônio Lopes de Sá, destacou a importância da ética na área fiscal e falou sobre os conflitos existentes entre esta e a política. Ele classificou a Administração Tributária em duas categorias: a Administração técnica (mais dotada de ética) e a Administração política, e observou uma tendência ao enfraquecimento da Administração técnica. Para ilustrar suas afirmações, o professor lembrou a atual crise mundial e a apontou como uma “clara comprovação da política agindo contra a ética”. Como justificativa, citou o caso do Sistema de Convergências, importado pelo Brasil da Inglaterra, que, basicamente, “consiste em normas que ensejam a falsidade informativa. Cedeu-se pela Lei 11.638 a soberania de informar contabilmente em regime subjetivo de normas”. “99,99% das empresas no Brasil não se sujeitam a essas normas, mas representam cerca de 20% do PIB. As que representam os outros 80% se sujeitam a essas normas de contabilidade”, afirmou Lopes de Sá. Reforma Tributária Além disso, João Dado mencionou os riscos para a Administração Tributária que o projeto trará. “Se essa reforma passar, muitos estados ficarão sujeitos a normas que não condizem com sua realidade e nós não saberemos o que administrar”, alertou. Tecnologias De acordo com Almeida, novos recursos tecnológicos estão
em fase de estudo no Brasil e poderão trazer grandes mudanças,
como o fim da fiscalização por amostragem, podendo abranger
100% da operação, trazendo uma melhor vigilância
sobre cargas como cigarro e remédios – que reduzirá a
sonegação, e maior preocupação por parte
dos sonegadores. |
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